
"Poder-se-ia dizer que a cura [psicanalítica] é essencialmente efetuada pelo amor. "
Sigmund Freud, Carta a Jung, 06 de dezembro de 1906)


Uma das analogias possíveis para pensar a clínica psicanalítica é sua proximidade com o teatro: o ator ensaia, é até uma condição que saiba o texto de cor e que conheça as marcações da cena. Porém, a cada vez que a cortina se abre, será uma nova apresentação. Haverá o caco (o improviso em cena), o risco de esquecer a fala.
Assim também é a análise: a cada sessão, o analisante traz o tema, falando livremente (uma das condições da análise), sentindo por vezes que diz sobre coisas aparentemente sem sentido. A partir disso, o analista propõe a escuta que conduz a sessão.
Isso faz da análise algo singular, porque não haverá encontro igual ao outro, ainda que o paciente repita histórias, que a cena seja a mesma, que os personagens ali permaneçam. Cada encontro é original - nas histórias contadas, nas angústias, nos silêncios, nos risos e nas lágrimas.
O analista está ali, emprestando sua presença, sua escuta, para que o analisante possa produzir sua própria literatura - cujas páginas são baseadas em sua própria história. Essa é a beleza da psicanálise.
O consultório: um espaço de escuta presencial, localizado na Av. Paulista, São Paulo. Também atendo pacientes de outras cidades ou países, no online.
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